Aposentadoria: ajude o seu cliente a se preparar para este momento

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Nascemos, crescemos, estudamos, nos formamos e começamos a trabalhar. Passamos pelo menos 30 anos no mercado de trabalho, como membros produtivos da sociedade, até que em algum momento, o corpo se nega a continuar com as muitas horas de trabalho. Então chega o momento da aposentadoria. Nesta hora surge uma dúvida comum entre os brasileiros: como sobreviver com uma aposentadoria quando o custo de vida não é compatível com o valor recebido?

Para evitar que essa situação se repita com seus cientes, especialmente os empreendedores, que nem sempre reconhecem a importância de se planejar para algo que parece estar tão distante, o Contador tem um papel fundamental de orientá-lo acerca de qual será o melhor caminho a seguir para que, quando a hora de se aposentar chegar, ele possa realmente usufruir daquilo que construiu ao longo da sua carreira.

3 Questões sobre a aposentadoria

A questão da Previdência

Entre os debates sobre o futuro da Previdência Social no Brasil, uma coisa é certa: não é aconselhável depender de algo que pode mudar rapidamente de um governo para o outro, afinal serão 30 anos de contribuição que podem nunca chegar de fato ao seu bolso como um retorno deste “investimento”. Então é preciso pensar em outras opções para não ficar desamparado.

Não, não estamos falando sobre deixar de pagar o INSS. Além de ser impossível para quem trabalha no regime CLT, uma vez que esta contribuição é descontada direto na fonte, ela vai além da questão da aposentadoria, proporcionando também certa segurança ao cobrir períodos de afastamento médico ou de licença maternidade.

Então investir na previdência privada é o melhor caminho? Depende do perfil do seu cliente. Mesmo que tenha o objetivo de complementar a previdência pública e seja fiscalizado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), o plano de previdência privada geralmente está atrelado a uma instituição bancária, então é importante conhecer as regras de cada banco e a taxa cobrada por ele.

As empresas de previdência complementar geralmente cobram três tipos de taxas dos participantes: carregamento (sobre cada contribuição), gestão (anual) e saída (no momento do resgate).

Conhecendo as opções

Para fazer a melhor escolha, fique atento a essas siglas: PGBL e VGBL. Na hora de escolher entre elas, o seu Imposto de Renda pode te dar uma ajudinha.

O Plano Gerador de Benefícios Livres (PGBL) é indicado para quem utiliza o modelo completo de declaração do IR. Ele permite diminuir até 12% da renda bruta tributável na declaração de IR anual, ou seja, do salário fixo. No entanto, este não é um modelo indicado para profissionais autônomos ou empreendedores. Nesta opção, o IRPF irá incidir sobre o valor total no momento do resgate único ou do recebimento da renda, incluindo as contribuições realizadas e os rendimentos.

Já o Vida Gerador de Benefícios Livres (VGBL) é ideal para quem é isento do IR ou declara pelo modelo simplificado. Mesmo não oferecendo o benefício de diminuir até 12% da base de cálculo do IR, na hora do resgate ou do recebimento da renda, o imposto incide apenas sobre os rendimentos, e as contribuições realizadas não são tributadas. Assim, este é o mais vantajoso para a maioria dos brasileiros.

Sobre a tributação

Há duas opções de tributação sobre o valor que será resgatado após o término do plano: a regressiva e a progressiva.

A primeira é a mais popular entre os mais jovens por ser indicada para quem acumula recursos durante um longo período, por dez anos ou mais. Quanto mais tempo o contribuinte permanecer no plano, menor será a alíquota do IR na hora do resgate único ou do recebimento da renda.

A tributação progressiva, por sua vez, é menos atraente por só oferecer vantagens a quem tem intenção de utilizar os recursos em curto ou médio prazo. Neste caso, a tributação acontece em duas etapas: uma alíquota de 15% é cobrada na fonte do IR, independentemente do valor, e, posteriormente, a diferença entre o valor pago de imposto e o valor devido pode ser ajustada na declaração anual.

Então calcule o quanto o valor que o contribuinte pretende investir na sua aposentadoria renderá com esta modalidade de previdência privada. Após este cálculo, verifique o quanto este mesmo valor renderá em outras formas de investimento, como a renda fixa, o tesouro direto e mesmo a poupança, que, como sabemos, tem o pior rendimento entre seus concorrentes. É preciso considerar as várias opções existentes e apresentar ao seu cliente qual se adéqua melhor ao seu perfil e necessidades.

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