Campeãs do Carnaval 2017 e a Contabilidade das escolas de samba

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No Rio de Janeiro, a grande vencedora do Carnaval 2017 foi a Escola de Samba Portela, após 33 anos de jejum, apresentando, na Marquês de Sapucaí, o samba enredo “As Lendas dos Rios”; já em São Paulo, o título de Campeã, foi para a Escola de Samba Acadêmicos do Tatuapé, que pela primeira vez chega ao estrelato com uma homenagem à mãe África.

Ambas merecem os parabéns pelo trabalho árduo ao longo de todo o ano, já que, para desfilar, não bastam fantasiar os membros da escola e criar um samba-enredo – uma vez que isto por si só já é uma tarefa gigantesca. Mas temos de considerar que um desfile de escola de samba é sempre um mega evento, que precisa ser planejado com muita antecedência. Portanto, é natural que as campeãs, além dos aplausos dos foliões que lotam as arquibancadas, ganhem um bom prêmio.

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Neste ano, em razão da crise econômica que afetou também a folia, várias escolas, tanto em São Paulo quanto no Rio de Janeiro, usaram e abusaram da criatividade para compensar a falta de dinheiro. Prova disso são as campeãs, nas quais imperou o bom gosto, a inovação e a genialidade de seus diretores.

E, por falar em dinheiro, como funciona a Contabilidade das escolas de samba?

Primeiramente, é preciso ressaltar que não é necessário se consagrar campeã para faturar: ambas as prefeituras alocam mais de R$ 2 milhões para o desfile de cada escola de samba do grupo especial. Outra fonte de arrecadação são os patrocínios. As escolas de samba ainda adquirem receitas com a cobrança de ingressos para os ensaios e cessão da quadra para shows e eventos. As fantasias para o dia do desfile também são pagas pelos foliões. Para se ter uma ideia, a fantasia “gira de caboclo” da Estação Primeira de Mangueira custou R$ 377 a quem optou por desfilar nesta ala. Mas, em geral, os preços das fantasias podem variar muito custando até R$ 2,5 mil ao passista que quiser fazer bonito na avenida.

Contabilidade das escolas de samba

As campeãs de cada ano recebem prêmios milionários, apesar de não serem obrigadas a divulgar quanto custou o desfile. O que sabemos é que as escolas de samba são entidades do Terceiro Setor e, portanto, estão enquadradas na classificação de Organizações da Sociedade Civil, que compreende desde igrejas evangélicas, hospitais filantrópicos, universidades e colégios privados e terreiros de umbanda.

Normalmente associa-se o termo Terceiro Setor a entidades assistencialistas, no entanto, as Organizações da Sociedade Civil, onde se incluem as escolas de samba não precisam ser agrupamentos sem fins lucrativos para fazer parte deste segmento.

Esta aí um bom nicho para os profissionais da Contabilidade exercer as suas funções e demonstrar que samba com organização contábil fica muito melhor, mesmo porque, se as escolas não tiverem a sua Contabilidade em dia, perdem o direito de receber as verbas oficiais.

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