Como explicar ao seu cliente o que ele paga de impostos?

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Como disse certa vez a ex-ministra do Reino Unido Margaret Thatcher, “Não existe dinheiro público. Existe apenas o dinheiro do pagador de impostos”. No Brasil, a sopa de letrinhas dos tributos, taxas e contribuições que todas as pessoas físicas e jurídicas pagam é tão grande, tão grande, mas tão grande que não existe um Contador que não tenha dificuldades em explicar para seus clientes a enorme quantidade de impostos que pesam sobre seus bolsos. Diante deste fato, uma pergunta que não quer calar: como falar sobre IOF, IPI, ITR, II, IE, ICMS, ITCMD, IPTU, ITBI, PIS/Pasep, Cofins, CSLL e outros ao cliente sem ser chato e desagradável?

Todo mundo sabe que o excesso de tributação é tanto que cabe ao empreendedor – e ao contador, é claro – tornar possível, em termos de produção e custos, a continuidade dos produtos e prestação de serviços com um preço adequado e compatível com o que o consumidor pode pagar. Em alguns países funciona o imposto único. Aqui, na prática, ninguém sabe ao certo o quanto se está pagando, no meio de tantas siglas. Nem para onde vai o dinheiro. Parar de pagar? Nem pensar!

Partindo do pressuposto que quanto mais complicado o sistema é, mas difícil para o cidadão comum entender o quanto paga, para quem paga e por quê paga e dos inúmeros inconvenientes desta tarefa, uma das mais complexas entre clientes e contabilistas, o Clube do Contador elencou algumas atitudes a serem adotadas. Vamos lá:

1 - Primeiramente, é importante que o contador tenha consciência de que, em função do volume de impostos, obrigações acessórias, alterações na legislação e prazos, é essencial ser muito organizado e prestar atenção redobrada no preenchimento dos documentos. Qualquer erro pode ser fatal!

2 - Para não passar sufoco e ter de transmitir ao cliente uma quantidade enorme de informações acerca das obrigações tributárias em cima da hora, uma dica é conscientizá-lo sempre sobre a importância de ter em mãos os dados exigidos pelos órgãos arrecadatórios das três esferas.

3 – Por isso o cliente deve estar sempre ciente que qualquer perda de prazo dos arquivos digitais, declarações, formulários, livros e guias pode acarretar em pesadas multas. O mesmo ensinamento é válido para informação errada ou incompleta: é dor de cabeça na certa!

4 – Para evitar problemas, é imprescindível ainda aconselhar o cliente a organizar todos os documentos, informes e recibos em uma pasta. E guardá-los por cinco anos ou mais.

5 - Vale mencionar ainda que os fiscos das três esferas, por meio de ferramentas poderosíssimas de cruzamentos de dados, vêm investindo fortemente em sistemas de obtenção de dados para conter supressões e sonegações. Por isso, ficou fácil detectar incoerências.

6 - Além disso, em tempos de crise financeira e concorrência acirrada, é fundamental ter em mente que atender ao cliente com qualidade não se resume em tratá-lo bem, oferecendo estacionamento e um excelente cafezinho.

O tratamento gentil e cordial é básico, o mínimo esperado… Sem isso é como comprar um carro sem as funções básicas e esperar que ele funcione…

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