Consciência negra no mundo digital

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A data do dia 20, porém, oficializa essa “consciência” como homenagem ao grande ícone da resistência negra contra o racismo: Zumbi dos Palmares, líder do Quilombo dos Palmares e guerreiro pela libertação da população negra no período escravocrata do Brasil.

Conhecido como o Dia da Consciência Negra, novembro tende a ser um período para recordar fatos que marcaram a história de todos e trazer a tona novos questionamentos.

Abaixo, selecionamos alguns casos nesta direção:

Moda excludente
Ano passado, um menino de 8 anos foi expulso da calçada de uma loja de grife, Animale, na Rua Oscar Freire, em São Paulo. O pai da criança, um americano erradicado no Brasil, desabafou por meio de um relato no Facebook, afirmando que a pele do seu filho não pode ter a cor errada. Em nota, a loja repudiou qualquer ato de discriminação, tentando colocar a culpa na funcionária. Fato é que uma nota não apaga um ocorrido.

Goleiro Aranha
O cenário foi um jogo pela Copa do Brasil. Depois de ver seu time perder por 2 a 0 do Santos, a gremista Patrícia Moreira da Silva foi flagrada por câmeras, em um episódio de racismo, ao atacar o goleiro do time rival, chamando-o de macaco. Depois de identificada, a torcedora do Grêmio foi ameaçada de morte e teve a casa apedrejada e queimada. Ressaltamos com esse caso que não se combate racismo com mais violência. A lei está aí para nos amparar da forma mais justa possível.

Australiana denunciada duplamente
Uma australiana que vive no Brasil foi denunciada duplamente por racismo, pelo Ministério Público do Distrito Federal. Louise Stephanie Garcia Gaunt teria se recusado a ser atendida por uma manicure negra em um salão de Brasília. A estrangeira também é investigada por destratar duas funcionárias terceirizadas da CEB, empresa onde trabalha. A australiana ainda ironizou os episódios durante interrogatório, alegando que teria sido criada em ambiente estrangeiro, sem o costume com relações com pessoas negras. Absurdo, né gente?

PM despida
Um cabo da polícia militar, Edson Lopes, foi vítima de um episódio de racismo em um supermercado de Vitória, no Espírito Santo. O policial afirmou ter sido obrigado a se despir para provar aos seguranças do estabelecimento que não estava roubando dois vinhos comprados poucos minutos antes. Por ser negro e estar vestido de bermuda e chinelo, Lopes declarou que os seguranças o confundiram com ladrão.

Expulso de uma loja BMW
Um casal do Rio de Janeiro chamou a atenção do país em 2013 por meio de um post no Facebook, após o filho, de 7 anos, negro e adotado, ter sido vítima de preconceito racial em uma concessionária da BMW. A discriminação aconteceu quando o menino foi em busca dos pais na loja e se aproximou deles. Um gerente da loja se aproximou dizendo que não poderia ficar no local. Indignados com a situação, os pais da criança criaram a página no Facebook “Preconceito racial não é mal-entendido”. O episódio ganhou repercussão nacional e, após quase 2 anos do ocorrido, a concessionária Autokraft foi condenada por danos morais.

Esses e outros casos, como o da jornalista e atriz da Globo, Maju e Taís Araújo, respectivamente, e mais recentemente, o caso da filha do ator Bruno Gagliasso e de Michele Obama que resultou na renúncia da prefeita de Clay, nos EUA, servem para ilustrar como mesmo numa época onde a informação é disseminada com tanta facilidade, a falta de consciência ainda existe.

Cada instituição, em seu respectivo setor, pode contribuir para minimizar problemas como esse difundindo na sua cultura e de seus funcionários consciência e exemplos que evitem casos como os citados.

A série da CNN “Negro na América: A nova terra prometida, o Vale do Silício” potencializou um aumento na discussão corrente sobre o número de negros empresários americanos no Vale do Silício. Segundo o site Geledes, homens e mulheres negros são meticulosamente ausente do centro das atenções do mundo da tecnologia, com uma exceção: Ursula Burns, a presidente e CEO da Xerox.

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Fonte: Exame, revista Fórum e Certisign

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