Contador é agente principal no combate à corrupção

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Nos últimos meses, o tema corrupção ocupou praticamente todos os espaços da mídia nacional, caracterizando-se como um dos grandes males do milênio por estar institucionalizado nos diferentes nichos e níveis da sociedade, e como causa imediata criando gargalos no desenvolvimento e gerando serviços públicos de péssima qualidade.

Em 2013, a Organização das Nações Unidas – ONU apontou em um estudo que, na última década, 8,44 trilhões de dólares foram desviados do mundo de maneira ilícita. Essa quantia seria suficiente para alimentar todas as pessoas em situação de extrema pobreza no Planeta, por 80 vezes. No ano passado, no quesito corrupção o Brasil ficou em 69º lugar, entre 175 países, segundo a ONG Transparência Internacional.

Com o intuito de combater esse mal, o governo editou, no dia 18 de março, o Decreto nº 8.420, regulamentando a tão aguardada Lei Anticorrupção. Agora, as empresas envolvidas em atos de corrupção podem ser punidas com a aplicação de multas de até 20% do seu faturamento bruto anual.

Diante dessa legislação, o profissional da Contabilidade assume um papel fundamental para garantir a boa conduta da empresa, e impedir que milhares e bilhões de Reais escorram pelo vale nefasto da corrupção. Sua missão, além de trabalhar com os números de maneira transparente, é orientar sobre a importância do controle interno e das auditorias para evitar e até mesmo coibir o envolvimento em atos ilícitos.

A orientação é que eles sigam a conduta ética e os atos normativos que regem a profissão, como explica o professor dos cursos Contmatic Phoenix, Lourivaldo Lopes, mestre em Contabilidade pela PUC/SP. O especialista garante que, diante desta legislação, o Contador torna-se um verdadeiro agente denunciador de atos ilícitos: “Por isso é fundamental que todo contribuinte aprimore seus controles e processos contábeis”.

Já o CEO da Sevilha Contabilidade, Vicente Sevilha, autor do livro “Assim nasce uma empresa” comenta que o Contador é um profissional liberal, portanto, mesmo sendo funcionário de uma empresa, não se submete às ordens e decisões da administração, mas, sim, às regras técnicas que regulamentam o exercício de sua profissão. “Desta forma, um Contador não pode ocultar ou deturpar as informações que possui, com vistas a colaborar com fraudes e corrupção. Como detentor de informação privilegiada, tem contato direto com documentos e operações que possam lhe parecer suspeitos e deve sempre zelar pela ética e pela retidão nos procedimentos Contábeis”.

Por sua vez, o vice-presidente da CPAAI Latin America, Marco Antonio Papini, comenta que o profissional de Contabilidade possui função preponderante no combate à corrupção no País. “Ao seguir o que preconiza o Código de Ética do Profissional Contador, no tocante ao exercício da profissão com zelo, diligência, honestidade e capacidade técnica, observando toda a legislação vigente, em especial os Princípios e as Normas Brasileiras de Contabilidade, deve ainda resguardar os interesses de seus clientes ou empregadores, mas sempre sem qualquer prejuízo à dignidade e independência profissional”, enfatiza o Contador e Auditor.

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