Espírito natalino: carta aberta de um contador

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Para mim normalmente não é fácil colocar ideias no papel – deve ser porque estou mais acostumado a estruturar planilhas do que elaborar uma prosa, mas acho que a data merece. Mais um ano está acabando e este não foi um dos mais fáceis, inclusive para mim, um Contador. A cada dia surgem novas informações que afetam o meu dia a dia de trabalho, com leis com as quais nem sempre concordamos.

Muitas vezes tenho a impressão de que o fisco existe apenas para complicar a minha vida. É, eu sei que a expressão “minha vida” soa bastante egocêntrica, mas não estou falando só do trabalho de um contador, mas também das empresas. A impressão que fica é que, em vez de ajudar a alavancar a economia estimulando o crescimento das empresas, isso fica em segundo plano – atrás da burocracia.

Todos os dias eu tento não pensar que, além da pressão natural do trabalho, ainda tive que viver à sombra do fantasma de demissão por causa da crise econômica. Sim, porque com as empresas fechando, perdemos clientes. Sem clientes não há como a empresa pagar as contas. Essa matemática básica de débito e crédito fez com que muitos escritórios demitissem seus colaboradores nos dois últimos anos.

Mesmo com tantos pontos negativos e que muitas vezes nos desestimulam, um fato se sobrepõe a todos os demais: mais um Natal está chegando. Independente das nossas crenças, esta época do ano nos deixa mais emotivos. Não sei ao certo se esse efeito é causado pelas memórias da infância ou se pelas propagandas temáticas na televisão, mas a ideia é confraternizar. Ajudar ao próximo. Levar algo bom ao mundo.

Então, neste ano meu desejo é melhorar para que o mundo ao meu redor também melhore. Quero fazer a diferença, um pouco de cada vez. Ser honesto e exigir o mesmo posicionamento dos meus clientes é o primeiro passo. Desempenhar bem tudo aquilo que me proponho a fazer. Não pensar só em trabalho, mas também não chorar na cama pela manhã quando chegar a segunda-feira. Quero ser pleno.

E esta não é uma promessa de fim de ano. Tampouco a visita de um espírito da DCTF passada, (ops!), do Natal passado. É um desejo mais profundo, perene. O presente que eu quero é manter essa sensação por todos os 12 meses que virão. Nada mais de difamar a Dirf após a tequila, nem de enlouquecer com o Imposto de Renda. Participar de palestras e cursos não será mais um mal necessário: será uma oportunidade de aprender mais e manter a mente ativa.

Sei que as cobranças ainda virão de todos os lados, mas vou estar calmo e pronto quando elas chegarem. Quero ser amigo dos meus colegas de trabalho e profissão, trocar ideias e ajudar quando eu puder. Não esperamos retribuição, mas para cumprir aquela meta de fazer um mundo melhor. No que depender de mim, 2017 será um ano melhor. Muito melhor.

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