Novo Presidente do CFC fala sobre suas prioridades e desafios na próxima gestão

0

Técnico e bacharel em Ciências Contábeis e especialista em Contabilidade, Auditoria e Finanças. Esse é o gaúcho Zulmir Breda, o novo presidente do Conselho Federal de Contabilidade – CFC, que estará à frente do Conselho no período de 3 de janeiro de 2018 e 31 de dezembro de 2019, que já atuou como chefe do Departamento de Fiscalização, assessor direto e conselheiro do Conselho Regional de Contabilidade do Rio Grande do Sul – CRCRS. Lá ele também teve como atribuição os cargos de vice-presidente de Controle Interno e de Desenvolvimento Profissional. Por fim tornou-se presidente da Entidade entre os anos de 2010 e 2013.

Em entrevista ao Clube do Contador Certisign, Breda fala sobre as metas e os principais desafios frente ao órgão máximo da classe contábil

Quais são seus objetivos na Presidência do CFC?

As atividades do CFC se concentram em diversos programas e projetos que estão em andamento, os quais têm por objetivo manter o sistema contábil forte, harmônico e coeso. Lembrando que nosso principal propósito é manter a profissão contábil cada vez mais valorizada. Para esta gestão que se iniciou em 3 de janeiro e termina no dia 31 de dezembro de 2019, vamos priorizar a melhoria do ambiente regulatório da profissão, em especial para aqueles que atuam nas organizações contábeis, oferecendo maior proteção legal ao exercício da profissão.

E o que dizer do Programa de Educação Profissional Continuada?

Nós queremos ampliar o Programa de Educação Profissional Continuada para outros segmentos da profissão, como requerem determinados normativos internacionais.

Qual é o propósito desta ação?

A meta é a de sempre termos por essência a inserção de todos os profissionais da Contabilidade nas oportunidades que o mercado oferece, por meio do desenvolvimento profissional, majorando cada vez mais a qualidade dos serviços prestados às empresas, governos e terceiro setor.

A gestão do órgão máximo da nossa profissão impõe responsabilidades e desafios?

Sim, sem dúvida. Em primeiro lugar, precisamos fazer com que prevaleça a excelência na gestão do CFC. Para isso, temos de preservar sua respeitabilidade e credibilidade como órgão de classe responsável pela regulação da profissão e pela emissão de normas contábeis técnicas e profissionais. Em segundo lugar, vamos destacar o trabalho de conjecturar a situação da profissão para o futuro e preparar o caminho para que a classe alcance um patamar cada vez mais importante no mercado, tanto no setor privado, quanto no segmento público e no terceiro setor.

Do ponto de vista financeiro, quais são suas expectativas para este ano?

É importante ressaltar que, no cenário econômico e contábil, estão ocorrendo importantes mudanças, não só no Brasil, mas no mundo. E essas mudanças, quando ocorrem no exterior, podem perfeitamente repercutir no nosso País. Há uma tendência de possível ajustamento dos modelos de regulação e controle de qualidade da atividade profissional e a instabilidade política internacional pode acelerar esse processo. O mercado requer cada vez mais regras estáveis e rígidas para assegurar as transações e há uma tendência de fortalecimento desses aspectos regulatórios.

Como está o mercado de trabalho contábil, a seu ver?

Atualmente, o profissional da Contabilidade não apenas produz dados, mas os analisa e auxilia nas decisões dos negócios das empresas de todos os portes e segmentos. Ele é peça chave para a gestão de um negócio. Segundo pesquisas de organizações respeitadas que operam no mercado, a profissão contábil é uma das que possui maior índice de empregabilidade no País e no mundo. Recentemente, a Revista Exame divulgou que quem trabalha com Contabilidade está sempre a salvo de turbulências.

O Programa de Educação Continuada está cumprindo seu papel?

Sim, o Programa de Educação Profissional Continuada – PEPC vem cumprindo o seu propósito de garantir a atualização necessária aos profissionais que estão no mercado de trabalho.

Existem planos para ampliar a Educação Profissional Continuada a outros segmentos da Contabilidade?

Isso mesmo! A Educação Continuada, na profissão contábil, é uma necessidade por conta das inúmeras mudanças que ocorrem com frequência tanto nas normas técnicas quanto nas profissionais, ao longo dos últimos anos. Além disso, o PEPC é uma exigência da Federação Internacional de Contadores (Ifac, na sigla em inglês), que estabelecem que os profissionais em atividade no mercado devam participar, obrigatoriamente, de programas de atualização técnica.

Diante desta realidade, qual a postura que o Contador deve adotar daqui para a frente?

O profissional da Contabilidade vai precisar se adaptar rapidamente às novas ferramentas que estão surgindo com a quarta revolução industrial – que é o ingresso da inteligência artificial a serviço do homem. Os processos contábeis tendem a ser automatizados e caberá ao profissional uma posição mais gerencial, utilizando as ferramentas tecnológicas para analisar e contribuir com projeções futuras para seus clientes.

Zulmir Breda também foi secretário-geral e vice-presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual do Rio Grande do Sul – Sindifisco-RS e no Conselho Federal de Contabilidade – CFC, atuou como conselheiro no período 2014-2017; vice-presidente de Desenvolvimento Profissional e Institucional na gestão 2014/2015; vice-presidente Técnico na gestão 2016/2017; representante do CFC no Comitê de Pronunciamentos Contábeis – CPC nos anos 2016 e 2017; e coordenador executivo do Grupo Assessor de Normas de Contabilidade Aplicadas as Setor Público.

Você também pode gostar de: Fonat: um novo canal entre o fisco e a Contabilidade


Compartilhe

Deixe seu comentário