O papel da mulher na evolução da tecnologia

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O “lugar da mulher” deixou de ser na cozinha já faz algum tempo. Entretanto, isso não quer dizer não há problemas no mercado de trabalho. Diferentemente da Contabilidade, área que recebe cada vez mais mulheres preparadas, no setor da Tecnologia as discrepâncias de salário e de percentual feminino atuando neste segmento são bem maiores.

Porém esta característica vem mudando. Especialmente nos últimos dois anos, após a repercussão do caso Ellen Pao, executiva americana que moveu um processo contra o Kleiner Perkins Caufield & Byers, um dos fundos mais tradicionais do Vale do Silício, do qual era sócia, alegando ter sido prejudicada nos sete anos em que trabalhou no fundo da sala simplesmente por ser mulher.

Na época, em 2015, um grande debate sobre as dificuldades encontradas pelas mulheres no mercado tecnológico ganhou força. Desde então, mais profissionais femininas têm investido na sua capacitação e partido para o mercado, lutando pelo seu direito de igualdade.

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Um bom exemplo disso está no Campus Party Brasil, evento focado em tecnologia e inovação, que já conta com nove anos de realização. Em 2008, primeiro ano do evento, apenas 100 mulheres o prestigiaram, o que significava 3% do total de participantes. Já em 2017, estavam presentes cerca de 3.200 mulheres, representando um salto de 40% do total de frequentadores da Campus.

O papel das Contadoras

A (ainda incipiente) mudança nesse mercado afeta também as Contadoras que, diariamente, são expostas a novos sistemas e necessidades tecnológicas nas empresas. Assim, abre-se um mercado de trabalho interessante para as mulheres que decidirem se capacitar também neste segmento, aliando os conhecimentos obtidos com as duas graduações, para criar soluções tecnológicas para a classe contábil. Afinal, só sabe a alegria e a dor de ser contador quem de fato é.

Claro que, no tocante à escolha de carreira, além de interesse, trata-se de uma questão de afinidade. O que queremos dizer é que tudo é impossível. A capacitação é a alma do negócio, então estude, se empenhe e invista em si mesma.

Desbravadoras

Quando a internet – como a conhecemos hoje – nem existia, algumas mulheres excepcionais já desbravavam essa área, que hoje chega tão mastigada aos bancos da graduação. A americana Dorothy Johnson Vaughan é um exemplo disso. Matemática graduada pela Wilberforce University foi programadora da NASA e liderou a seção de programação da Divisão de Análise e Computação do Langley Research Center.

Grace Murray Hopper, por sua vez, foi Ph.D. em Matemática, analista de sistemas da Marinha dos Estados Unidos nas décadas de 1940 e 1950 e almirante. O seu trabalho mais reconhecido foi a criação da linguagem de programação Flow-Matic, que serviu como base para a criação da linguagem COBOL (Common Business Oriented Language).

Outro exemplo inspirador é o de Margaret Heafield Hamilton, também matemática, cientista da computação, engenheira de software e empresária, que dirigiu a Divisão de Software no Laboratório de Instrumentação do MIT, e desenvolveu o programa de voo usado no projeto Apollo 11. Sim, Apollo 11.

Se elas conseguiram, por que você não? Vá em frente que o seu sonho é possível!

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