Saiba o que acontece antes e após o registro do voto na urna

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Resistente, com autonomia de energia e com recursos de segurança, a urna eletrônica é usada pela Justiça Eleitoral desde 1996. Além da urna, o processo eleitoral é composto por sistemas responsáveis pelo armazenamento, apuração e transmissão dos votos. Entenda.

Antes das eleições
As medidas de segurança começam a ser implementadas antes mesmo do dia da eleição. Tudo começa na Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas, que acontecem no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Participam desse evento – durante o qual os programas são compilados, assinados digitalmente e lacrados pelo TSE – a Ordem dos Advogados do Brasil, o Ministério Público, além de partidos políticos e coligações que se mostram interessadas em acompanhar o ato.

Logo após as assinaturas, as mídias recebem lacres físicos, assinados também pelas autoridades presentes, e são depositadas em envelopes igualmente lacrados. Uma cópia é guardada pelo presidente do TSE na Sala-Cofre do Tribunal, enquanto a outra segue para os 27 Tribunais Regionais que realizam as eleições.

No dia da votação
No dia da eleição, o mesário imprime o Boletim da Urna – totalmente zerado – para mostrar que o microcomputador não tem votos.

O término
Terminada a votação, os dados são retirados da urna através de uma mídia móvel – chamada mídia de resultado -, que contém todos os dados da votação – o chamado Boletim da Urna, cifrado com algoritmo de alta complexidade e assinado digitalmente pela urna eletrônica, por meio de seu Certificado Digital privado. A urna imprime, então, cinco cópias do resultado da votação daquela seção eleitoral. Uma fica fixada no próprio local, outras três são encaminhadas ao cartório eleitoral e a última é entregue aos representantes dos partidos políticos presentes. Esse mesmo processo é feito em todas as seções eleitorais do país ao mesmo tempo.

Depois que é impresso o Boletim da Urna, a mídia de resultado – um tipo de pendrive acoplado à urna eletrônica – é retirada e enviada a um pólo de transmissão. Desses pólos, os dados/resultados são enviados aos datacenter dos 27 Tribunais Regionais, onde passam por uma sequência de verificação de pelo menos cinco itens, dentre eles, a decifração do Boletim da Urna, a conferência da assinatura da Urna eletrônica e a verificação da vinculação do número da seção com o número interno da Urna Eletrônica.

Em seguida, os votos são totalizados e os resultados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Segurança
De acordo com o TSE, a segurança do sistema eletrônico de votação é feita em camadas: por meio de dispositivos de tipos e finalidades diferentes que criam barreiras que não permitem ataques ao sistema como um todo. Se um ataque for realizado, ele vai causar um efeito dominó e a urna ficará travada, incapaz de gerar resultados válidos.

Fonte: Portal Terra

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